
ISBN: 9788580570595
Editora: Intrínseca
Autora: Lauren Oliver
Ano de lançamento: 2011
Páginas: 360
Classificação: ![]()
Onde comprar: Submarino, Livraria Saraiva, Livraria Cultura
Sinopse:
Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente. O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as conseqüências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.
Tenho tentado escrever essa resenha desde o final de 2011, mas nunca consegui expressar por meio de palavras o que achei do livro. Sabe quando você termina o livro, e fica encarando a realidade? Como se tudo pudesse mudar por causa dessa leitura? Sabe quando você termina um livro e fica com um aperto no coração? Sem falas? Nunca vivienciei essa experiência, até ler este livro.
Quero fazer essa resenha diferente. Não vou me prolongar tanto falando a história do livro, mas sim do que aprendi com ele – e algumas divagações.
Antes que eu vá me fez perceber o quão grandiosa e importante a vida é. Por meio da vida de Sam, uma das personagens adolescentes mais queridas que já li, aprendi o quão uma decisão pode mudar o rumo da sua vida e, consequentemente, daqueles que você ama.
Como a sinopse já diz, Sam morre e tem 7 chances de viver seu último dia de vida. Essa jornada que ela percorre é ao mesmo tempo trágica e redentora. Quantos de nós gostaríamos de poder reviver aquele dia que foi tão especial? Mas no caso de Sam, ela revive repedidamente, o último dia de sua vida.
Logo no ínicio da leitura, já adorei o livro. As amigas da Sam, Lindsay, Ally e Elody são personagens tão “Oh, já tive um amigo(a) assim.” E elas são divertidas, o que acaba por deixar a leitura um pouco mais “leve”.
As quatro amigas inseparáveis são tipo, o sonho de qualquer menina da escola, e o desejo dos meninos. Mas Antes que eu vá é mais do que isso: é uma história de amadurecimento.
Sam tem chances de consertar os problemas que ela causou para as pessoas. Sinceramente, eu achei ela um pouco arrogante e metida no começo do livro. Mas Lauren Oliver avisou desde o início, então me preparei para odiá-la. O que eu não estava preparado para ela foi o quanto iria mudar.
Lauren mostrou o quanto a vida é curta. Mostrou que o que pode acontecer no futuro e, em questões de segundos, tudo acaba.
Depois de algumas páginas, veio o pensamento: “Será que isso não vai ficar tedioso? Reviver seu último dia várias vezes?”. Mas não foi isso que aconteceu. Lauren mudou os eventos todos os dias. Os eventos que levaram ao acidente ocorrido em diferentes formas, como Sam tentou corrigir seus erros, apenas para lançar uma outra cadeia de eventos que levaram à mesma conclusão.
E ao longo destes sete dias, você pode ver Sam crescendo e mudando, e sua perspectiva sobre o mundo também. Isso não acontece drasticamente, mas ao longo do período dos sete dias. Sam se transforma em uma pessoa completamente diferente que ela própria se conhecia, e começa a pensar em como suas ações podem ter ferido, e talvez até mesmo traumatizados pessoas que ela, hmm, praticava o bullying.
Outra coisa que devo salientar: o foco do livro não é Bullying. Vi várias pessoas falando que era, e sinceramente, sim, existem traços disso no livro, mas não é o foco principal.
Durante os 7 dias, Sam percebe coisas que nunca havia percebido antes. Pequenas coisas, relacionadas à suas amigas ou família. Aliás, o livro também mostra como a família é importante na nossa vida.
Esse livro é incrível, pois não aborda somente o lado de Sam, a abelha-rainha. Pois, ou você já foi a abelha-rainha da sua escola ou você faz parte daquelas pessoas que são diariamente “zuadas” pelas abelhas-rainhas e suas companheiras. Por exemplo, Sam e suas amigas nunca foram com a cara de Juliet. Mas por quê?! Nem mesmo a Sam sabia! E as coisas ruins que elas fizeram?! Você nunca colocou um apelido horroroso em alguém da sua sala? Ou nem mesmo criar apelidos, mas você nunca seguiu essa “modinha” para se sentir inturmado?
Antes que eu vá me fez querer viver mais a vida. Sabe, começar a fazer coisas que eu acho que são erradas – ou que nunca fiz, pois tenho medo. “A vida é curta e tenho que aproveitar o máximo dela” foi o único pensamento que tive quando terminei o livro, com o coração e gartanta apertados.
Quotes
Mas antes que comece a me acusar, permita-me fazer uma pergunta: o que fiz foi realmente tão ruim? Tão ruim que eu merecia morrer por isso? Tão ruim que eu merecia morrer assim?
O que fiz foi realmente tão pior do que o que todo mundo faz?
É realmente muito pior do que o que você faz?
Pense a respeito.
Talvez você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Talvez para você haja mil amanhãs, ou três mil, ou dez, tanto tempo que você pode se banhar nele, girar, deixar correr como moedas entre os seus dedos. Tanto tempo que você pode desperdiçar.
Mas para alguns de nós, só existe hoje. E a verdade é que nunca se sabe.




















Título: Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Editora: Galera
Editora: Galera
Editora: Agir